Quando eu era menino lá pelas bandas do Vale do Aço não se tinha as facilidades de hoje, então quando a gente queria se divertir a meninada ia passar o dia na beira do córrego e levava junto nossos cachorros, a gente ficava por lá tomando banho no córrego, cutucando caixa de marimbondo, repassando cavalo dos outros bebia a água do córrego mesmo. Se o sol apertava a gente fazia uma coberturazinha com galhos e folhas, um pouco pra frente desse mesmo córrego tinha numa bica e bem onde a água batia na pedra tinha um oco que cabia certinho uma grelha, um prato esmaltado e uma faca que tinha sido cuidadosamente surrupiado de uma das nossas cozinhas.
A gente dava um jeitinho de pegar um ou dois bifes da geladeira o outro comprava uns sucos de pacotinho, no caminho nós comprávamos uma caixa de fosforo e o churrasco estava pronto. Reproduzir as cabanas que a gente via nos filmes era lei e de vez em quando um saia com um corte na mão, joelho ralado e todo ardido do sol.
Só depois de velho que eu descobri que aquela brincadeira tinha nome bonito e em inglês, conheci então os termos bushcraft, tracking, bikepacking, hiking tomei um susto quando descobri que os costumes dos antigos como os meus avós e bisavós agora se chamam sobrevivencialismo e que quem os pratica nos dias de hoje são conhecidos por outra palavra estrangeira, prepers.
Tudo isso está relacionado com o tema desse blog e cada um desses temas será tratado no seu devido tempo e hora pois toda atividade outdoor tem um certo risco e assim como não nos portamos de qualquer maneira na casa dos outros na natureza também temos que seguir essen parâmetro.
Então:Bora bater um pedal?

Compromisso de campo

Análises sem patrocínio, respeito absoluto à natureza e incentivo constante à autossuficiência outdoor.

Acreditamos no pé na trilha consciente e no relato transparente para fortalecer a cultura de aventura no Brasil.